quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Película #2

Tinha eu dito que consegui ir quatro vezes ao cinema durante as minhas férias em Portugal. Verdade!! Eu bem sei que os preços do cinema podem ser algo proibitivos, mas é algo que adoro fazer. E desde que estou com o Country Boy, é algo que fazemos com bastante regularidade, acho até que faz parte dos hábitos bons da nossa relação. Normalmente, conseguíamos ir ao cinema uma vez por mês em média. E isto só era possível porque o meu querido Pai Júpiter (qualquer dia, explico esta alcunha!) possui um daqueles cartões de cinema em que pagamos o valor de um só bilhete para duas pessoas. Ou seja, por pouco mais de 6 euros, temos entrada no cinema. Pipocas ou bebidas são sempre bem-vindas, mas nem sempre consumimos. Até há bem pouco tempo, eu e o Country Boy éramos apenas estudantes universitários e, como tal, sempre a contar os trocos. Mas, como sempre adorámos ir ao cinema, cortávamos nalgumas coisas menos essenciais para nós e conseguíamos sempre. Neste momento, já ambos acabámos os cursos, mas os trocos ainda não se multiplicaram (infelizmente!) e agora vivemos em países diferentes. Em poucos dias, tivemos mesmo de aproveitar e encher a barriga de cinema! 

Estes foram os escolhidos: 
The Hobbit: The Battle of the Five Armies
Virados do Avesso
Interstellar
Exodus: Gods and Kings

The Hobbit: The Battle of the Five Armies (7,7 no IMDB)
Foi o culminar desta aventura do The Hobbit e The Lord of the Rings e, por isso, tinha de estar na nossa lista. Confesso que me senti um pouco desiludida no final do filme, porque esperava algo mais emocionante, precisamente por ser o último filme. Achei que ia sair da sala de cinema com lágrimas nos olhos de nostalgia, por me despedir de personagens como o Gandalf ou o Bilbo, mas isso não aconteceu. O Country Boy, fã incondicional desta saga, não sentiu o mesmo, acho que até ficou bastante satisfeito. Uma coisa importante é que eu não li nenhum dos livros em que estes filmes se baseiam, por isso, só conheço mesmo o que o cinema me proporcionou até aqui. E isso pode ter muita influência nas opiniões. Andei a fazer contas e percebi que estes filmes do Peter Jackson me acompanharam desde os 11 até aos 24 anos, o que é impressionante... E tanta coisa já mudou, toda uma vida. 

Poster que o Country Boy tem no quarto há cerca de ano e meio (mesmo por cima da cama!). Eu disse que ele era fã... 

Virados do Avesso (sem cotação no IMDB)
Este filme português surpreendeu pela história, mas desiludiu um pouco na execução, tenho de admitir. A história baseia-se num homem (Diogo Morgado) que acorda certa manhã e não se lembra mais que é homossexual, não compreendendo assim o belíssimo homem (Jorge Corrula) de tanga deitado ao seu lado. Ao mesmo tempo que depois tenta definir à força a sua identidade sexual, tenta também acabar o seu último romance, mas o bloqueio é total. Todo o filme é bastante humorístico, tendo até em conta o elenco, e achei mesmo que a história estava bem construída. Acho que a parte da execução e realização, assim como alguma encenação, poderiam ter sido muito melhor conseguidas. Mas valeu o esforço e valorizo bastante quem aposta no cinema português, como foi este o caso.

Interstellar (8,8 no IMDB)
O que dizer sobre este filme magnífico? Um filme mais que brilhante! Fico emocionada só de estar a escrever sobre ele, admito! É um dos melhores filmes a que já assisti, desde sempre, e possivelmente, estará entre os meus preferidos para todo o sempre. Achei fenomenal a forma tão clara como alguns fenómenos da Física são abordados, nomeadamente, os buracos negros (black holes) e os worm holes (não sei o termo científico em português, mas a tradução será algo como 'buracos de minhoca'). Este tipo de assunto, por se encontrar aparentemente tão longe da nossa realidade aqui na Terra, tende a parecer muito complexo e inatingível para o cidadão comum. Uma pessoa até poderia compreender a teoria, mas imaginar os efeitos práticos disso tornava-se um grande desafio. Este era o meu caso. E este filme desfez tudo isso, desfez esse nó de incompreensão que sei que existe em muitas pessoas, ou existia. A personagem interpretada pelo Matthew McConaughey é bestial, perfeita mesmo, não mudaria nem um milímetro (estava a tentar lembrar-me de adjectivos mais profundos ou pomposos, mas nada de ocorre...). E o filme, qualificado como de aventura e ficção científica, é, além de tudo isso, um filme extremamente comovente. Com imagens maravilhosas, uma banda sonora irrepreensível e carregadíssimo de emoção. Desafio toda a gente a ver este filme (que acho que ficará na História do cinema, tem de ficar!) e depois venham cá contar! Quem não se emocionar, terá um coração de pedra. Quem não se interrogar sobre o universo (e algo mais), há muito que perdeu a ânsia de viver. (Esta última parte pode parecer algo exagerada, mas é mesmo o que penso.)

Interstellar

Exodus: Gods and Kings (6,3 no IMDB)
Este filme marcou o nosso (meu e do Country Boy) primeiro dia de 2015. O nosso jantar nesse dia foi obrigatoriamente um balde gigante de pipocas, uma vez que toda a restauração e actividade comercial encerra no dia 1 de Janeiro. Sendo eu a Country Girl e meio distraída, Country Boy idem idem, não fazia ideia deste acontecimento anual, até porque no primeiro dia dos anos (percebem?) normalmente nem saio à rua. Desta vez, fomos ao cinema!
Quando estávamos a ver o trailer deste filme, o Country Boy reparou numa coisa interessante; praticamente toda a história era desvendada, nem um pouco de mistério ou suspense. Este filme retrata a história de Moisés e das pragas que o Egipto sofre nessa altura, já várias vezes contada no cinema, é certo, mas eu estranhei na mesma. E aqui o Country Boy encontrou a explicação, que depois pudemos verificar mesmo na sala de cinema. O filme é inovador é na forma como aborda a história, em toda a sua realização e concepção. Nas imagens maravilhosas que nos mostra, nas personagens humanas que nos apresenta (o vilão não é apenas o vilão, também tem carácter e sentimentos), no sentimento de injustiça em que nos envolve. E o Christian Bale está, como habitualmente, espectacular. Surpreendeu-me pela positiva este Exodus, mas é o que costuma acontecer quando não criamos muitas expectativas (como criei com o Hobbit).

p.s.: desculpem-me o longo texto, mas tinha de deitar isto cá para fora de uma só vez.

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